Dilema Sentimental

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Aconteceu dele se apaixonar por duas pessoas. Nunca imaginou que isso fosse acontecer. Disseram a ele que o amor é único, que tem aquela coisa toda de alma-gêmea, de ser para sempre e tal… e ele acreditava piamente nisso. Seguia esse norte como um doutrina inquebrável desde os tempos em que deu seu primeiro beijo.

Até que simplesmente aconteceu. Assim. Sem mais nem menos. Sem avisar, nem nada. Um dia ele se viu dividido entre duas mulheres maravilhosas. Não foi por escolha, nem porque procurou. Mas agora ele sabia: é possível amar duas pessoas ao mesmo tempo! Elas se completavam, o completavam e formavam um belo triângulo. Fechado. Totalmente fechado. Tudo completo.

O problema é que essa situação inesperada criava um conflito interno. Racionalmente, queria seguir os passos que aprendeu desde criança, o de que o coração só deve ter um dono. Mas a vontade que sentia mesmo era continuar com tudo aquilo. Deixar do jeito como estava. Sem tirar nem pôr. Estava feliz assim.

Um dia, finalmente tomou uma decisão. Foi até a primeira e contou tudo. Disse o quanto a amava, mas sem saber explicar como, passou a se sentir dividido e queria saber se ela aceitava. Queria muito ficar com ela, mas gostava das duas por igual. A resposta foi enfática. Ela disse o quanto o amava e que nunca aceitaria dividi-lo com outra pessoa. E, se ele não sabia escolher, que ficasse com a outra. “Desapareça! Some da minha vida! Nunca mais quero te ver!”, gritou enquanto fechava a porta na cara dele.

Muito mais confuso ainda, foi até a segunda. Dessa vez, não contou tudo, não queria correr o risco. Disse apenas o quanto a amava e queria ficar com ela pra sempre. Confessou que ela era a mulher da sua vida, sua cara-metade e queria passar a vida ao seu lado. Ela se assustou. Disse que não estava preparada pra isso e que só queria mesmo era aproveitar a vida. Não queria se prender a um homem e não queria homem algum preso a ela. Com medo, se afastou…

E ele ficou sozinho.

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Sobre henrique

Quando nada existia... quando tudo era impossível... Em meio ao imenso vácuo deixado pelo mar de coisas... Quando já absorto de fartas esperanças... ... eis me aqui!
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